quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

HOTEL DE GATO

Com a chegada do verão, começa a temporada de pavor para muitas pessoas que têm gatos, é época de viajar, e de decidir onde hospedar seus gatos.
Infelizmente ainda existem poucos locais especializados na hospedagem de gatos. Deixar os animais em clínicas nem sempre é uma boa pedida, já que eles terão que ficar, geralmente, confinados em um box esperando o dia de voltar pra casa...

Aqui, na zona sul de Porto Alegre existe um lugar chamado Refúgio Pet onde há uma área específica para a hospedagem feliz dos felinos. Os animais ficam separados uns dos outros para evitar estresse e contágio por doenças, porém tem acesso a um pátio telado, com direito a grama e troncos para escalar. O local foi todo criado pensando na ótica do gato, com esconderijos e locais altos para poderem apreciar a vista em grande estilo.

Mais informações:

http://www.hoteldegatos.com.br
http://www.refugiopet.com.br


Gato que Fala

Esse vídeo é um clássico do YouTube. De todos os vídeos de "gatos que falam" que já vi, pra mim, esse é disparado o melhor.


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domingo, 14 de novembro de 2010

Caixa Sanitária Autolimpante!!

Depois de alguns meses vergonhosamente afastada do meu próprio blog, estou de volta!
Resolvi retornar com uma novidade, que certamente é o sonho de consumo de qualquer um que tenha gatos: Uma caixa sanitária autolimpante! Não faço idéia se em algum lugar do Brasil existe esse produto para vender, pois é fabricado nos EUA. O videozinho que coloquei está em inglês, mas é autoexplicativo.

Nos EUA custa em média 35,00 dólares, e mais informações estão em: http://www.petproductadvisor.com/store/mc/omega-paw-litter-box.aspx?

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Vermifugação dos Impossíveis

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Certos gatos tornam-se um desafio na hora da vermifugação, e infelizmente, quando se tem muitos gatos, fica economicamente inviável usar recursos alternativos com o Profender, vermífugo spot On, ou vulgarmente falando, daqueles que se coloca na nunca, como se fosse anti-pulgas. A solução acaba sendo peitar a situação e "dar um jeito" de fazer o doce gatinho engolir o vermífugo e não os seus dedos.

Uma coisa importante que é preciso salientar, gatos ODEIAM sofrer contenção. E a associação de contenção com algo que tem um gosto abominável, como a maioria dos vermífugos que é a base de pirantel e praziquantel, é o que torna a missão tão impossível na maioria dos casos. Existem vermífugos com outra formulação como o Milbemax, que é a base de milbemicina e praziquantel, que não possuem gosto/cheiro tão horrivel. Geralmente essa é uma boa opção, apesar de também poder ficar inviável pela questão custo, como é meu caso.

Em alguns locais, onde já existe farmácia de manipulação veterinária, existe a possibilidade de mandar manipular o vermífugo num biscoito com gosto de carne, que mais parece um caldo Knorr... Eu não recomendo essa estratégia, pq gatos tem um paladar e olfato incríveis, mesmo que o troço tenha carne no meio, eles sentem o cheiro e se negam a comer. Daí vc acaba ficando com um elefante branco, um troço dificil de colocar guela abaixo e que não vai ser ingerido voluntariamente pelo gato.

Por outro lado existe a lenda de que dar comprimido pro gato é inviável. Na maioria das vezes o maior problema é a falta de noções de manejo com gato, e não o gato em si. Dos meus 24 gatos, apenas 2 são impossíveis de levar "no diálogo", isso pq eu vermifugo todos eles sozinha, não tenho alguém pra me auxiliar, e tive que buscar uma solução dentro da minha realidade.

Para gatos mansos ou levemente assustados as dicas que eu dou são as seguintes:

1) No dia anterior, corte as unhas dianteiras, pelo menos, de todos os gatos que permitirem, assim vc minimiza os "acidentes de trabalho".
2) Espere o momento mais tranquilo na casa, geralmente no meio da tarde, quando os gatos gostam de tirar uma boa soneca.
3) Não faça barulhos, não grite, não corra.
4) Aborde o gato gentilmente, como se fosse fazer um carinho.
5) Abra a boca do gato com uma das mãos, realizando pressão na articulação da mandíbula.
6) Quando o gato abrir a boca, com a outra mão coloque o comprimido com o dedo indicador até o fundo da garganta, de modo que o comprimido não passe pela língua, evitando assim, o surto pelo gosto ruim.
7) Alguns gatos tendem a tentar cuspir o comprimido, por isso, em alguns casos é importante segurar a boca do gato fechada por alguns segundos antes de soltá-lo.
8) Abra a boca do gato novamente e confira se o comprimido foi engolido.
9) Libere o gato.

IMPORTANTE: Nunca pegue o gato pelo cangote, é desconfortável para o animal, e a tendência é que ele se estresse mais com esse gesto e acabe reagindo de uma maneira ainda pior.

Para gatos ariscos, brabos ou extremamente assustados, de difícil manejo:

A dica mais importante: NÃO LUTE CONTRA! Não vale a pena, uma vez que vc e o gato podem se machucar!

Como tenho que vermifugar sozinha, sem o auxilio de ninguém, eu me adaptei ao método do Puçá, que é na verdade a adaptação da técnica utilizada na contenção de animais silvestres.

O puçá, é uma rede de nylon presa a um quadro, similar a uma raquete de tênis, o animal fica enredado e não consegue sair.

1) Separe em uma bancada o vermífugo diluido em uma seringa, preferencialmente numa dose maior do que o indicado, uma vez que uma parte do conteúdo será cuspida.
2) Separe em uma bancada 2 a 3 toalhas grossas.
3) Não corra atrás do gato! Espere que ele se dirija a algum lugar onde será facilmente encurralado, atrás de um armário, em uma sacada (telada!)...
4) Quando o animal estiver bem posicionado, coloque o puçá com o bucal de frente pro animal e o cutuque pelas costas, assim a tendência dele será entrar no puçá.
5) Quando o gato estiver no puçá, vem a parte mais complexa, que é girar o puçá enrolando a entrada dele, de modo que o animal não consiga escalar e sair. Eu recomendo que se teste essa etapa antes, sem o animal. É preciso uma quebrada de punho rápida, pra não deixar o gato escapar na hora H.
6) Leve o gato até a bancada, cuidando para não abrir o puçá.
7) Coloque as tolhas, uma em volta do corpo e outra tapando as patas, para evitar chutes e arranhões.
8) Firme a cabeça do gato com uma das mãos, tentando abrir a boca.
9) Quando o gato abrir a boca, coloque a seringa, inserindo-a pelo canto da boca e injete o vermífugo.
10) Após o breve momento de surto, devido ao gosto horrível, calmamente, tire as toalhas de cima do gato e abra o puçá, deixando-o sair por conta.
11) Limpe as babas que ficaram pelo chão, relaxe e aproveite! Vc conseguiu! :-D

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Santa MOP!



Uma amiga minha tinha me dito pra comprar uma MOP pra limpar a casa, e eu não levei fé. Já tentei tanta coisa pra facilitar o serviço doméstico, que pensei que seria só mais dinheiro jogado no lixo. Até que essa semana resolvi comprar uma. Não sei como vivi sem ela até então!

A MOP funciona assim: É um borrachão que você hidrata por 20 minutos antes de usar. O borrachão amolece, e com ele você limpa a casa. Ainda existe um sistema de alavanca que ao puxar ela tira o excesso de água. Você consegue limpar toda a casa muito rápido e sem fazer molhaçada! Mas talvez o mais incrivel da MOP, que o fabricante não diz, é que é a melhor coisa que existe pra retirar pêlos do chão! Os pêlos se grudam no borrachão, de modo que agora, não preciso mais varrer toda a casa antes de lavar o piso. Depois que os pêlos se grudam é só lavar o borrachão que sai tudo, bem fácil.

Meu investimento foi de 34 reais, e você encontra MOP nos principais supermercados, e até em alguns pet shops.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Exterminador de Pelos de Tecidos

Se tem algo muito cruel no convívio com gatos é lidar com a quantidade de pêlos que eles soltam no ambiente, especialmente sobre tecidos, que vão desde o sofá até nossas roupas.

Vocês podem imaginar que com 24 gatos eu consigo fabricar um meio gato por dia em pêlos que recolho da casa :-D Já passei por fases de total desespero, já tentei praticamente tudo que existe no mercado para eliminar pêlos. E é por isso que resolvi falar sobre os prós e contras que vejo em cada método.


A clássica escova de fita adesiva




Essa escova de fita adesiva acho que é o produto mais conhecido para retirar pêlos. Num primeiro momento a gente se encanta quando vê, pensa: "Nossa, que excelente! Isso vai funcionar!" E de fato funciona, e funciona muito bem. O grande problema dela é que como um rolo de fita, ela acaba logo! Francamente, eu não vejo vantagem em comprar uma escova dessas. Se a idéia é remover pêlos com grude, vale muito mais a pena comprar fita adesiva larga, no 1,99. Portanto, este é um produto que apesar de eficiente, eu não recomendo.

Pet Rubber



Essa invenção, particularmente, das invenções mecânicas que conheço é a que consegue remover mais pêlos. Trata-se de uma borrachinha quadrada que vai grudando os pêlos por onde passa. Mas como nem tudo é perfeito, também existem desvantagens. Assim como o rolinho de fita, a pet rubber também vai gastando com o tempo e o seu formato é anti-ergonômico, ou seja, é ruim de pegar e manipular ela. Ainda assim, acho que vale a pena ter uma guardada pros casos mais complicados.

Escova de Veludo



Sou suspeita pra falar sobre essa escova. Eu chamei ela aqui de escova de veludo, porque não sei o real nome dela. Essas escova é um clássico! Quem nasceu entre as décadas de 70 e 80, certamente teve uma dessas em casa. Eu realmente não sei qual era o seu uso, mas de fato, era bem comum. Depois disso ela sumiu do mercado brasileiro. No exterior, você encontra essa escova com facilidade e ela é vendida para remover pêlos das roupas. O mecanismo dela é muito simples, ela tem um "veludo" que dependendo do sentido que vc passa, ela gruda ou solta o pêlo. Eu revirei lojas de móveis, supermercados e pet shops procurando por esta escova, e no final consegui encontrar num petshop de Canoas, cidade vizinha de Porto Alegre. Não é nada fácil de achar, mas vale muito a pena ter uma. Pra mim, a maior vantagem dela, além de ser bastante eficiente é que ela é "de uso eterno", não desgasta com o tempo, como as outras. Além disso possui uma boa pega, pois tem um cabo, fácil de segurar. A única desvantagem que aponto deste método é que de tempos em tempos ela fica suja e é preciso lavar e deixar secar BEM antes de voltar a usar.

Pet Hair Magnet



Essa eu fiquei curiosa de ver! Estava procurando imagens pra colocar no blog de removedores de pêlos e me deparei com esse novo brinquedinho. Eu nunca tinha visto na vida. Revirei os sites dos principais pets de São Paulo e não achei nada :-( . Provavelmente ainda não chegou no Brasil. Enfim, parece ter lógica, pois os pêlos são repletos de cargas eletromagnéticas, e esse esquema funcionaria como um imã para removê-lo. Enfim, se alguém já tiver usado isso, posta um comentário. Queria muito saber se funciona tão bem como diz a propaganda.

Pet Lover - Electrolux



Saindo das soluções mecânicas e adentrando as soluções motorizadas, existe no mercado brasileiro um aspirador, chamado pet lover, fabricado pela Electrolux. Ao contrário dos aspiradores de pó que não puxam quase pêlo, esse é feito para isso, e funciona muito bem. O problema que vejo no pet lover ou em qualquer aspirador é que você tem que ter a disciplina de tirar do armário, encaixar o bocal, colocar na tomada, usar, depois limpar o filtro e guardar. Confesso que tenho preguiça pra todo esse processo :-D. O valor dele está entre 300 e 350 reais, e tem mais o gasto de luz, o que também é uma desvantagem comparado aos outros métodos. Mas pra quem não é tão preguiçoso quanto eu, e está a fim de investir em uma solução é uma excelente opção, sem dúvida.

Gatos - Criação Indoor

Recebi este texto por e-mail. Achei excelente, e por isso resolvi compartilhar com vcs, aqui no blog.

Por que insistir em conscientizar os proprietários de gatos sobre a importância de mantê-los sem acesso à rua em vez de brigar com os malvados que atropelam, envenenam, torturam... a culpa dessas atrocidades não é de quem as comete? Simples, pois é muito mais fácil e eficiente fazer com que quem REALMENTE GOSTA de gatos se conscientize sobre a importância de castrá-los e não dar acesso à rua do que fazer com que psicopatas deixem de ser psicopatas.

Se com leis rígidas contra o assassinato de seres humanos ainda tem um monte de gente matando por aí, imagina em relação aos gatos, animais de que a maioria das pessoas não gosta e tem preconceito e a quem não há lei eficiente que proteja?

Não, gatos que vivem dentro de casa não estão sofrendo e infelizes. E não, gatos que têm acesso à rua não estão livres e felizes. Como eu sei disso? Porque meu conceito de felicidade e infelicidade felina não está apoiado em meus valores humanos (isso seria um contra senso, não? "Eu sou feliz transando, logo, meu gato é feliz transando também"), mas em como os gatos demonstram felicidade ou infelicidade.

Porém, algumas coisas são universais: nenhum ser espancado é feliz. Nenhum ser envenenado é feliz. Nenhum ser torturado é feliz. Nenhum ser com ferimentos infeccionados é feliz. É só ter noção de causa e conseqüência. Um gato não castrado vai fazer pelo menos quatro gatinhos abandonados em cada gata que encontrar pelo caminho, em suas "andanças". O que acontecerá com esses gatinhos? O que acontece com filhote de gato na rua? Os poucos que sobreviverem farão mais gatos abandonados, e a responsabilidade é do gato que originou tudo isso ou do dono que não o castrou? E a gata na sua casa que tem uma cria que você distribui entre os amigos? E os filhotes desses filhotes? O que seus amigos farão com eles? E os que fizerem filhotes pelas ruas? Isso não é responsabilidade nossa?

A realidade sobre a castração

Gatos são animais com uma grande profusão hormonal. Bem maior do que a nossa, aliás. Hormônios sexuais que os obrigam a reproduzir a espécie, para que não desapareça. Porém, há uma superpopulação de gatos sofrendo nas ruas e se reproduzindo descontroladamente (todo mundo sabe disso, não é?) logo, não há necessidade de mais reprodução da espécie.

Mas eles não gostam de "transar"? A atividade sexual dos gatos é regulada única e exclusivamente pela atividade hormonal, não tem o apelo emocional que tem nos humanos, por exemplo, nem é sequer prazeroso. Mas como a gente sabe disso? O pênis do gato possui pequenos espinhos, que servem para sangrar a vagina da fêmea, pois o espermatozóide do gato só sobrevive em meio sanguíneo. A dor e o sangramento estimulam a ovulação na fêmea.

O gato tem primeiro que brigar com outros gatos pela fêmea. Após muita briga, gritaria, arranhões, machucados e mordidas, ele vai até a fêmea que o aceita por causa do cio, induzido pelos hormônios. Ele morde a fêmea pela nuca, para imobilizá-la e introduz o pênis espinhoso. Ela grita de dor, não de prazer. E ele a segura para que ela não se mova, e possa, assim, perpetuar a espécie. Quando a solta, ele ainda apanha dela. Todo esse estresse é dirigido pelos hormônios que não têm a menor consciência de que a espécie sofre com a superpopulação. O gato chega em casa (quando tem casa) todo machucado das brigas e possivelmente não está nada feliz com essa situação, mas não pode evitar.

Quanto aos riscos... eles são animais, têm instintos, não se defendem sozinhos?


Doenças muito comuns em gatos, para as quais não há tratamento eficaz, nem vacina, como Peritonite Infecciosa Felina (PIF), AIDS Felina (FIV) e Leucemia Felina (FELV)* são transmitidas nas brigas, através de mordidas e do contato sexual. São muito contagiosas entre os gatos, embora não passem para os seres humanos. Como gatos não castrados - ou mesmo castrados - sem acesso à rua poderiam se defender de brigas de gatos infectados?

Além disso, gatos na rua estão sujeitos a atropelamentos (eles não sabem atravessar a rua, não entendem nossas regras de trânsito), envenenamentos, ataques de cachorros (aí sim, até podem correr para se defender, mas o último que eu soube que fez isso escapou de três cachorros que o perseguiam e na fuga colidiu violentamente com um carro que passava na rua e quebrou o pescoço. O motorista nem teve tempo de desviar) e espancamentos por pessoas ruins (de criaturas tão maiores, maldosas e mais fortes não há como se defender).

A castração e a criação indoor evitam que a vida do gato seja abreviada por motivos tão estúpidos. O que pode ser evitado não deve ser considerado acidente, nem visto com naturalidade quando acontece. Se o gato está sob sua responsabilidade, é seu dever protegê-lo do mundo criado pela nossa espécie e para a nossa espécie, tão hostil aos animais domésticos que não têm culpa de terem sido tirados de seu habitat há milhares de anos, perdido grande parte de seus instintos sem a menor possibilidade de desenvolver ferramentas para se proteger em meio aos humanos.
Com tanta castração, gatos não serão extintos?

Gato castrado não se despersonaliza, ele só deixa de ser guiado exclusivamente pelos hormônios. Assim, ele pode viver tranqüilamente sua vida de gato, sem a neurose da perpetuação da espécie a qualquer custo (já que a espécie está mais do que perpetuada).

Mas se todo mundo castrar, eles não serão extintos? Quem se faz essa pergunta não parou para pensar ou nunca procurou sair às ruas à procura de gatos abandonados para alimentar. Eles saem bem tarde da noite, e voltam a se esconder assim que amanhece. Para começar, existem gatos em todos os lugares, se reproduzindo descontroladamente. Alguns nunca sequer serão pegos, pois são extremamente ariscos e morrerão doentes ou sob as rodas de algum carro, não sem antes se reproduzir muito.

Existem gatos nos bairros mais pobres, nas favelas mais distantes, onde as pessoas nem sequer ouviram falar de controle de natalidade e as próprias mulheres têm dezenas de filhos, que acabam não tendo condições de estudo, nem de um futuro. Essas pessoas criam gatos soltos e que se reproduzem descontroladamente, pois essa é sua própria realidade, vai demorar um bocado para que tenham acesso a informação e castração.

Existem pessoas ignorantes - e elas sempre existirão - cujos gatos continuarão a morrer atropelados, doentes, envenenados, assassinados e sem castrar, se reproduzindo descontroladamente. Existe uma superpopulação absurda de gatos abandonados, que só cresce, cresce e cresce. A possibilidade de extinção diante dessa realidade parece piada. E é.

E a liberdade? Gatos não são animais livres?


Mais um conceito que enxergamos baseados em nossos valores. O homem gostaria de viver solto, fazendo o que quisesse, andando de lá para cá sem medo e sem noção, transando com todo mundo sem responsabilidade, fazendo filhos que não precisaria assumir, apenas para provar virilidade. As mulheres gostariam de ter milhares e milhares de filhos para provar a maternidade, sem precisar criá-los ou se preocupar com seu futuro, ser desejadas por dezenas de machos, que se matariam por causa delas. É uma visão, de certa forma, romântica, e bem longe da realidade.

A liberdade dos gatos na rua, da forma como imaginamos, não existe. Já falei da relação sexual, que não é nada bonita, nem prazerosa, e nunca poderia ser chamada de "namoro".

A estrutura social dos gatos urbanos é um tanto quanto agressiva. Existe um macho dominante (macho alfa) que, aliás, dificilmente vai ser o seu gato domiciliado (antes que algum homem ache legal a idéia do seu gato ser o macho dominante do pedaço). Eles têm uma sociedade dividida em classes (sim!!), cada um tem seu território e briga por ele.

Existem caminhos que pertencem apenas ao dono do território (e ninguém pode passar ali), outros caminhos são comunitários e também existem regras de tráfego bem definidas. Se um desavisado cortar o caminho do dono do território, pode até ser expulso, sem conseguir voltar. Gatos que brigam na rua, guiados por hormônios, podem até se matar em uma disputa violenta, cegar ou machucar profundamente. É um mundo violento, com regras estruturadas.

Mas se é tão ruim, por que eles saem? Seus gatos não vão ficar pensando "Ah, lá fora o fulaninho pode me bater, o cachorro já correu atrás de mim, então acho que eu não vou sair". Eles são curiosos e não têm noção. Embora até consigam se virar bem dentro da estrutura que eles próprios criaram, não conseguem lidar direito com a estrutura dos humanos: carros, motos, gente ruim, veneno, etc. Ao primeiro sinal de perigo, correrão para o lugar em que eles realmente são livres: suas casas (seu território). O gato que citei, que estava fugindo dos três cachorros, foi atropelado enquanto corria, desesperado e atento apenas aos predadores, em direção à casa onde morava com seu "dono". Estava querendo voltar para a segurança de seu território, onde sabia que ninguém o machucaria.

Dentro de casa

Gatos só são mesmo livres dentro de casa, pois ali é o território deles, onde eles se sentem seguros. Mas são curiosos e sempre irão querer passar pelas portas ou janelas que estiverem abertas para eles. Feche a porta de um cômodo qualquer da sua casa e imediatamente aquele será o lugar mais legal do mundo, no qual seu gato irá querer entrar a qualquer custo, até esquecer a idéia.

Gatos que vivem dentro de casa, com as janelas teladas não ficam miando desesperadamente para sair, sinto desiludir quem se apoiava nesse argumento. Mesmo o que eu adotei adulto e morava na rua, miou por apenas uma semana, pois tinha o hábito de sair (e hábito não é necessidade). Quando viu que eu não cederia, resolveu explorar o ambiente interno e começou a brincar, a se adaptar à nova casa.

Hoje ninguém tenta sair, ninguém fica miando desesperadamente, mas também não tenho sequer um gato apático em casa. Agora mesmo, acabaram de brincar de lutinha, o Tiggy está caçando seu ratinho de brinquedo e o Gatão perseguindo uma bolinha. A Ricota está bebendo água. Eles são bem livres dentro de casa, escolhem seus lugares preferidos, seus brinquedos preferidos, brincam bastante, comem bem e depois dormem junto da gente (ou no sofá da sala, quando está muito calor).

Assistem à janela como assistimos à TV, curiosos com a movimentação de vizinhos, cachorros e pássaros. Eles são pequenos, até mesmo um apartamento de um quarto, como aquele em que eu morava no Rio, é um mundo para eles, pois ao contrário dos cachorros, eles sobem nos móveis, entram embaixo das coisas, o espaço não é apenas horizontal, tem várias possibilidades.

Meus gatos não são exceção, todo mundo que tem gato castrado sem acesso à rua sabe que eles vivem muito melhor do que os que tivemos em casa pelo método "antigo". E isso não é egoísmo. Garanto que seria muito mais cômodo ter meu gatinho para brincar e apertar, mas não ter o trabalho de levar ao veterinário, me responsabilizar por ele o tempo todo e ainda ter a tranqüilidade de dizer que ele "sumiu" ou que foi morto e culpar o vizinho, depois arrumar outro gato, sem peso algum na consciência.

O cara que odeia animais e envenena o gato que aparece sempre em sua casa está certo? Não. Alguma coisa justifica o que ele fez? Não. Mas ele não é obrigado a aceitar um bicho que ele não gosta em seu quintal. Não é mesmo. Isso não o faz menos assassino, não o faz menos monstro, não o faz menos malvado, nem menos psicopata, nem menos imbecil, covarde, fraco e babaca. Isso não faz com que ele esteja certo ao maltratar, mas mostra que ele não é o único responsável por esse acontecimento, pois ele não foi na casa da menina para matar a gata dela, ele teve seu espaço invadido por uma criatura que ele não sabe respeitar.

É exatamente a mesma coisa de dizer que um pai é co-responsável pela morte de sua filha de dois anos, que ele deixou sair às onze da noite até a casa de um vizinho que já era suspeito de assassinar crianças, inclusive o irmão mais velho da menina. Não dá para dizer "é a vida", nós temos responsabilidades e devemos assumí-las.

Uma criança não conhece a estrutura da nossa sociedade e os perigos da rua, é pequena, sem maldade e fraca demais para conseguir se defender de adultos, maldades e acidentes. Um gato adulto tem como se defender em sua sociedade felina, mas essa sociedade é estruturada dentro da nossa sociedade e das nossas ruas, para as quais ele também é pequeno, fraco e sem maldade, incapaz de se defender sozinho e supor os perigos que não são naturais, foram criados pelo homem.

Meu gato é louco para entrar no forno. Se eu abro a porta, tenho que cuidar para que ele não se jogue lá dentro. Mas ele não tem instintos que deveriam protegê-lo dessa vontade? Pois é, avise isso para ele. Não é porque ele tem curiosidade de entrar no forno que eu vou achar que ele precisa entrar lá, que ele gosta e vai sofrer se eu não deixar. Se eu deixar e um dia ele entrar no forno ligado e se queimar, não posso dizer que foi culpa dele ou que "pelo menos ele morreu feliz, fazendo o que queria". Seria um tanto quanto irresponsável de minha parte, não?

Dizer que eles são livres nas ruas, que essa é a "natureza" do gato e que eles têm que "namorar" e são infelizes dentro de casa é argumento de quem não tinha até agora informação suficiente sobre a realidade da sociedade deles, da natureza deles e da vida de gatos castrados e sem acesso à rua.

Gostaria que ninguém comentasse absolutamente nada antes de ler (e ter certeza de que entendeu, nem que precise ler mais de uma vez) tudo o que escrevi. Sei que é muita coisa, mas também sei que ninguém está interessado a exercitar preguiça mental e que todos têm interesse em informações, não apenas em manter suas opiniões arraigadas e "ganhar a discussão". Eu não quero ganhar nada, meu interesse é ver menos gatos nas ruas, e esse é o único caminho.

Assunto sem fim

É consenso entre as entidades sérias de proteção animal de que a castração e criação indoor (sem acesso à rua) é a melhor forma de cuidar de gatos e ao mesmo tempo proteger a espécie. Acredito que quem gosta de gato não gosta apenas do seu gato, mas de todos, e se preocupa com a espécie inteira.

Idéias pré-concebidas e mais do que ultrapassadas, mitos como o que prega que a castração deixa o animal letárgico, que a castração deixa o animal infeliz, que gato precisa "dar voltinhas", que gato se apega a casa e não ao dono, que mulher grávida pode pegar toxoplasmose acariciando qualquer gato (argh, por favor, se você não tem o hábito de comer fezes de gato infectado pelo toxoplasma expostas no ambiente por 48 horas, ou comer a carne crua de gatos infectados pelo toxoplasma - e poucos gatos são infectados - não se preocupe com uma possível transmissão de toxoplasmose pelos gatos. Muito mais importante é cuidar da higiene dos vegetais que você consome e do cozimento da carne que você costuma comer. Toxoplasmose se pega por via oral, dessas maneiras), que gato é traiçoeiro, etc. etc. etc. são coisas que só prejudicam os pobres animais, que nada têm com a ignorância humana. E além de prejudicar os gatos, me deixam muito, mas muito revoltada e chateada por ver o quanto minha espécie ainda está atrasada.

E de uma vez por todas: é muito fácil não dar acesso à rua a um gato castrado (e de preferência, castre as fêmeas antes do primeiro cio, com quatro ou no máximo cinco meses. E os machos, com cinco ou seis meses. Embora possa ser feita a castração precoce, mas aí o procedimento é diferente), basta instalar redes de proteção em todas as janelas (inclusive nos vitrôs).

A quem mora em apartamento, redes de proteção são obrigatórias, mas se você mora em casa e quer que seus gatos tenham acesso ao quintal, pode telar os muros e o portão, de maneira a não deixar nenhum lugar pelo qual ele possa escapar. Algumas idéias de tela nesse site:
http://mopibichos.sites.uol.com.br/modelosdetela.htm

* A Leucemia viral felina (FeLV) tem vacina (quíntupla), porém não é amplamente utilizada devido às reações que pode apresentar. Hoje a sua indicação fica mais restrita à gatis e ONGs ou ambientes onde há uma grande população felina

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Como Acondicionar Gatos












Essa eu achei no link http://colunas.epoca.globo.com/planeta/2010/07/22/dez-maneiras-de-acomodar-seus-gatos/

quinta-feira, 15 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Loja com Produtos para Ailurófilos



Em São Paulo, existe uma loja dedicada aos adictos à gatos. O nome é Gatamia, e os produtos são muito fofos! Fiquei encantada. Eles possuem uma loja virtual também, assim quem não é de SP também pode comprar os produtos ;-)

http://www.lojagatamia.com.br

Novo Quadriliche!!!



Depois do triliche, agora o povo da Gatolândia tem o quadriliche!! Muito divertido! Um pula e "os vizinhos" balançam. hahaha. Eles adoraram a novidade!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Luminária para Arranhar



Achei demais essa luminária! Foi criada pelo artista chileno Jaim Telias. Ele se inspirou na vontade dos gatos de arranhar. A idéia é que vc arranhe a luminária e a transforme em uma peça nova de tempos em tempos. http://obviousmag.org/archives/2010/06/uma_luminaria_para_ser_arranhada.html

Manejando Dejetos



Uma coisa que quem acompanha o blog deve já ter se perguntado é o que faço com tanto cocô de gato. Para criar tantos gatos é preciso ter uma estratégia pra lidar com isso, de modo compatível com noções básicas de saúde pública.

A primeira coisa que abandonei, lá pelo 10° gato foram as areias sanitárias. Existem areias excelentes no mercado, especialmente as brancas, de sílica, mas são muito caras. As areias mais baratas que eu podia comprar são um horror! Empesteiam a casa, e deixam a área de serviço virada em lodo. Chegou um ponto que eu estava gastando mais em areia sanitária do que em ração! Quando percebi isso achei um total absurdo e resolvi investir mais em ração e NADA nos banheiros públicos felinos.

A solução para o custo zero foi utilizar jornal como substrato. Eu virei papeleira :-D Tenho contatos e quando os níveis de jornal estão baixos eu passo e recolho de alguns prédios, fiz amizade com vários zeladores em função disso. Eles separam e deixam num cantinho pra mim. Nas horas vagas eu passo recolhendo jornal de parentes e amigos também.

No início eu aproveitava os sacões de ração pra guardar os jornais, mas ficou um nojo, pq as pestes mijavam em cima dos sacos e eu tinha que viver limpando. Até que tive a idéia de ir num brique e comprar um móvel de cozinha velho e adaptar rodinhas pra facilitar a limpeza (É esse da foto). Me lembro que na época paguei 80 reais pelo móvel e 20 reais pelas 4 rodinhas. Foi um dos melhores investimentos da minha vida! Além de ficar decente, bem melhor do que os sacos empilhados, ficou prático e higiênico. O único inconveniente é que de tempos em tempos dá revolta coletiva e eles resolvem abrir o armário e jogar todos os jornais pra fora, no meio da madrugada...

No cantinho da foto dá pra ver como eu faço com as caixas. Eu geralmente coloco umas folhas de jornal no fundo e rasgo o jornal em tiras e deixo bem bagunçado por cima. Parece trabalhoso, mas é bem rápido de fazer, não consome nem 10 minutos! O objetivo de deixar as tiras bagunçadas por cima é de fornecer um substrato que permita que eles cavem e "enterrem" as fezes e a urina. Assim, o cheiro fica menor e eles continuam apresentando o comportamento normal da espécie.

Acho que já falei isso em outro tópico quando falei da relação consumo de água e insuficiência renal... Mas de todo o modo, existe um cálculo de quantidade ideal de caixas que é N + 1, ou seja, o número de gatos mais uma caixa. Infelizmente eu não tenho condições de ter 25 caixas no meu ap, pq não sobraria espaço pra caminhar :-D
Eu tenho 7 caixas, pq é o que o espaço permite. 5 ficam na área de serviço e 2 no quarto deles. Eu limpo as caixas pelo menos 4 vezes por dia, quando acordo, antes de sair, quando volto e antes de dormir. Parece muito, mas a gente acaba incorporando na rotina sem estresse.

Tudo que sai das caixas sujas vão pra um saco de 100L e a cada 2 dias, quando o lixeiro passa eu começo um novo saco. Como é por pouco tempo, não dá tempo de dar cheiro nem nada. Apesar de volumoso o saco não fica tão pesado como se eu tivesse usando areia, e com isso o saco não rasga e eu poupo a coluna do zelador. Essas até agora foram as melhores soluções que encontrei pra lidar com os restos da Gatolândia, melhor do que isso seria se eu descobrisse uma maneira de converter cocô de gato em dinheiro. Ah se merda valesse ouro...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Efeito do Inverno 2




Nada como uma tarde de sol... Todos ficam a procura de uma vaga.

Efeito do Inverno 01



Essa foto mostra o que acontece aqui na Gatolândia em dias de frio. Mesmo com as caminhas que fiz pra eles na estante, não adianta, o que vale é o apinhamento pra se manter aquecido. Eu contei 17 cabeças :-D

sábado, 19 de junho de 2010

Escadinha Providencial



Achei essa idéia muito boa! É o novo guarda roupas de uma amiga minha que acabou tendo uma excelente função de escada para os gatos dela explorarem a parte de cima.

Arte Felina



Estes quadros ficam na minha sala. São de um artista plástico que expõe aqui em Porto Alegre no famoso brique da Redenção. Boa parte do que ele pinta tem a temática felina. O nome dele é Arturo e atrás de um de seus quadros achei os contatos, caso alguém se interesse e queira contatá-lo (51) 3475-2896 ou Arturoartes@terra.com.br.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Expulsando Gatos de Dentro da Pia



Essa idéia da Lana foi genial! Pra manter os gatos fora da pia da cozinha ela coloca bandejas por cima, assim eles não conseguem entrar mais e tudo fica com cara de organizadinho. Gostei!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Triliche, Nova Versão



A idéia do triliche felino tá conquistando adeptos. Esse foi criado por uma seguidora do blog. Ela adaptou um móvel de guardar sapatos para os bichanos dormirem, e parece que até os cães da casa curtiram a idéia. :-D

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Top 10 das Sacanagens Felinas

Hoje, pra descontrair, resolvi fazer uma lista das 10 maiores sacanagens já vivenciadas na Gatolândia:

10) Mijar no ralo da pia da cozinha
09) Auxiliar, descascando as paredes que estão com a pintura começando a cair
08) Abrir os ralos da casa e jogar coisas dentro, como bolinhas e sacos plásticos
07) Desenrolar todo o papel higiênico do banheiro
06) Abrir as gavetas da cozinha e roubar panos de louça para mijar em cima
05) Cagar no canto da janela da área de serviço e jogar o cocô na garagem, que fica embaixo
04) Jogar enfeites de cerâmica de cima do armário quebrando o tampo de vidro da mesa da cozinha
03) Mijar nos furinhos da TV, até queimar o tubo de imagem
02) Enfiar as unhas nos buracos da tomada
01) Vomitar de cima do armário da cozinha, enquanto vc come uma sopa na mesa, que fica embaixo do armário

sábado, 5 de junho de 2010

Trabalhando com a Criatividade e o Prazer de Roer Fios Elétricos



Quem tem gato já deve ter notado a atração fatal que existe entre gatos e eletricidade, além das pestes eventualmente brincarem de enfiar as unhas nos buracos da tomada (sim, eu tenho um gato que faz isso!), um dos passatempos comuns deles é se dedicar à arte de roer fios elétricos.

Como tudo tem limite, e eu já abri mão de ter um sofá confortável em função dos peludos, decidi que lutaria até o fim pelo direito de ter uma TV na sala! Já passei vergonha por causa disso, ao chamar o cara da TV a cabo pq não tava funcionando e o cara constatar que o fio estava partido... Daí apelei para aqueles protetores de fio que vendem no supermercado, que vc enrola em volta do fio. O desastre foi ainda maior, pq aquele troço parece que tem a consistência ideal pra ser mordido. Tentei esconder entre o rack e a parede, mas as criaturas sempre encontravam. Foi então que fiz A descoberta! A melhor coisa pra proteger fios elétricos é uma boa mangueira de jardim ressecada! É só passar o fio por dentro e pronto! Não há boca que consiga furar aquilo. E no meu caso, ainda combinou com as cores da decoração da sala. kkkkkkkkk

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Dormindo com Estilo



Essa é sem dúvida a caminha mais original que já vi para gatos! Toda feita em feltro, é uma peça de design alemão que encontrei no mesmo site da postagem anterior. Quem sabe um dia essas coisas não chegam no Brasil...

Gatos pelas Paredes



Essas caminhas de parede eu achei em um site maravilhoso de produtos para gatos, o modern cat. É um site americano, com produtos de alto design para gatos. Eu gostei muito desta idéia, mas ainda não implementei aqui em casa.

www.moderncat.net

sábado, 29 de maio de 2010

A Arte de Beber Água



O consumo de água é extremamente importante para o gato, não apenas por questões óbvias, mas também como forma de prevenção para a temida insuficiência renal. O gato é um ser originário do deserto, e para sua sobrevivência, "aprendeu" a concentrar a urina em até 1,8X, como forma de poupar água do seu organismo.

Quando está solto na natureza o gato se alimenta basicamente de pequenos roedores e pequenas aves, sendo boa parte de seu consumo hídrico proveniente da alimentação. Os gatos de hoje, que vivem a base de ração seca, acabam, muitas vezes, não repondo de maneira adequada as suas necessidades hídricas, por não terem o hábito de compensar a falta de líquidos da dieta com o aumento na ingesta de água.

Estimular os gatos a beber água não é uma futilidade, ou um cuidado exagerado, mas uma estratégia inteligente para aumentar a qualidade de vida dos peludos. Porém, para ter sucesso é importante conhecer algumas manhas dos gatos, que resumidamente são:

1) gatos amam beber água em superfícies laminares (vc já deve ter surpreendido seu gato lambendo o chão do box depois de vc ter tomado banho...)
2) gatos odeiam encostar suas vibriças (bigodes) nas laterais do pote de água
3) gatos amam água corrente (vc já deve ter surpreendido seu gato lambendo a torneira...)
4) gatos odeiam água suja

Na prática, isto significa que, potes de diâmetro pequeno não funcionam para gatos, uma vez que muitos evitam beber água para não ter o desprazer de encostar seus longos bigodes nas bordas. É bem fácil entender o por que disso! As vibriças do gato funcionam como sensores que indicam o espaço que eles têm para passar em locais apertados e funcionam como "delimitadores de espaço". Logo, ter que encostar seus bigodes na borda de um pote estreito é algo que causa uma verdadeira aflição para certos indivíduos. Uma maneira simples de evitar esta aflição é substituir os potinhos por bacias ou potes largos, o que também cria uma superfície laminar, altamente atrativa para os felinos ;-)

Trocar a água regularmente é importante, e para aqueles que curtem água corrente, uma solução excelente são as fontes para gatos. Essa minha fonte da foto é uma Cat It, a água corre de modo laminar por cima da "cúpula do cogumelo", é recolhida na base e lançada novamente sobre a "cúpula". Existe também a fonte Drink Well que tem uma espécie de torneirinha por onde a água sai, lembrando um bebedouro de fluxo contínuo.

Meus gatos são simplesmente apaixonados pela fonte deles! Fazem fila pra beber água, e na minha rotina diária eu "rego" a fonte deles ao invés de regar plantas :-D Devido ao uso contínuo, o motor da minha fonte não durou muito, o que me fez criar uma solução criativa para substituir o motor e substituir o filtro de modo econômico. Numa próxima postagem eu explico como fazer uma manutenção barata de uma fonte da Cat It.

Se vc tiver condições, adquira uma fonte para seu gato, ele ficará extremamente feliz! É uma forma simples de trazer qualidade de vida ao seu companheiro de quatro patas.

domingo, 23 de maio de 2010

Gatos na Janela



Eu encontrei este produto em um site americano de produtos e informações sobre gatos. Fiquei encantada! De acordo com o fabricante, vc adapta esta bancadinha peluda facilmente em qualquer lugar, e ela possui um sistema de aquecimento para deixar os gatos quentinhos no inverno. A capa fofinha imitando lã de ovelha pode ser retirada e lavada na máquina. Eu nunca vi um produto assim por aqui. Acho que no Brasil muita coisa ainda nem chega, apesar dos pets trabalharem cada vez mais com produtos importados. É uma pena! Quem quiser conferir mais sobre este produto, eu achei ele neste link: http://www.petproductadvisor.com/store/mc/thermo-kitty-sill-2.aspx

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Triliche de Vime



Hoje uma amiga minha, a Michele, me mandou via MSN um novo triliche felino, que ela adaptou na casa dela.Ela comprou na estrada uma movelzinho destes de vime e montou as caminhas. Ao invés de soft ela usou tapetinhos do 1,99. Eu nunca tinha pensado nisso, mais uma dica de adaptação na criação de gatos na vertical :-D Sem contar que esse triliche dela tem um espaço extra para um quarto ser na cobertura!

domingo, 16 de maio de 2010

Alimentando a Manada



Alimentar gatos não é uma tarefa tão banal quanto servir um pratinho de ração, como parece. Os gatos são animais carnívoros e por isto têm uma demanda proteica superior à dos cães. É por este motivo também que a ração de gatos é bemmm mais cara do que a dos caninos. Na natureza o gato se alimenta basicamente de pequenas aves e pequenos roedores, tendo uma alimentação rica em proteínas e mais pobre em carboidratos.

A ração peletizada, ou seja, a ração seca é constituida de uma boa parte de carboidratos, presentes nos grãos utilizados no processo de fabricação, enquanto as proteínas utilizadas são basicamente de origem animal. Infelizmente, a legislação não exige que os fabricantes de ração discriminem na embalagem qual a quantidade de proteína digestível, exigindo apenas a apresentação da quantidade de proteína bruta presente no produto. E essa informação faz a total diferença! Para exemplificar, vc pode ter uma ração que tem 32% de proteína bruta, porém apenas 20 e poucos por cento disso ser de fato digerido pelo animal, enquanto outra ração pode ter 31% de proteína bruta e ter quase 30 % de digestibilidade. Qual ração é a melhor? Certamente a segunda opção porque na primeira existe uma grande quantidade de nutrientes que não conseguem ser absorvidos, e literalmente só "passam" pelo animal. Isso acontece porque a grosso modo o que mais importa é a qualidade e não a quantidade de proteína presente na ração, dado que serve como alerta na hora de escolher uma boa ração para os nossos gatos.

Existem 3 modalidade de ração no mercado:
- Rações de Combate
- Rações Premium
- Rações Super Premium

As rações de combate são as clássicas rações de agropecuária e que muitas vezes são vendidas à granel. Não se assuste se um dia, por curiosidade, vc resolver abrir um pellet deste tipo de ração e acabar encontrando uma bela pena de galinha. Sim, isso já me aconteceu! No caso a pena de galinha é uma parte da proteína bruta descrita na embalagem, mas que infelimente não será digerida, não sendo portanto uma proteína "útil" ou digestível para o gato.

As rações premium são as rações comerciais mais comuns, que podem ser encontradas em supermercado, seu padrão é algo intermediário entre as de combate e as super premiuns. E é importante salientar que, as condições econômicas permitirem, este deve ser sempre o limite inferior de ração que o seu gato merece comer.

As rações super premium não são vendidas em supermercados, sua venda fica restrita apenas à pet shops e a diferença de preço entre a linha premium é algumas vezes bastante grande. Essas rações se caracterizam pela qualidade de seus ingredientes e pela grande quantidade de proteína digestível presente na proteína bruta descrita na embalagem.

Por um longo período eu relutei em dar ração super premium para os meus gatos, justamente pela diferença de preço existente com relação às rações premium. Já faz alguns anos que só dou super premium para a minha manada. O que notei na prática é que apesar de aumentar meus custos com alimentação reduzi drasticamente meus custos com atendimento veterinário. Também pude observar que o pêlo dos meus gatos ficou incrivelmente macio como nunca antes, e o odor e a consistência das fezes são quase sempre impecáveis.

Outra coisa importante é que as rações mais baratas, entre outros fatores, podem propiciar a formação de cálculos, especialmente os de estruvita, que são formados pelo aumento do pH urinário, que se torna mais alcalino na presença de carboidratos e na falta de proteínas de qualidade. Alguns gatos, não conseguem se alimentar de rações inferiores às super premiuns, pois acabam formando cálculos de modo recorrente. Apesar de alguns não se adaptarem nem mesmo com este tipo de ração... Para gatos com este tipo de problema e para outros tantos, foi desenvolvida a linha de rações medicamentosas, que abrangem de problemas relacionados ao trato urinário inferior até a hipersensibilidade alimentar, e como o nome mesmo já diz, devem ser prescritas por veterinários e exclusivamente para animais que sofrem de patologias específicas. Entretanto vale o alerta, às vezes a gente opta por economizar comprando uma ração com menos qualidade e uns tempos depois acaba sendo obrigado a investir em uma ração medicamentosa, que supera o preço das pertencentes à linha super premium...

Além de todo esse equilíbrio entre nutrientes, alguns detalhes básicos às vezes passam batido na hora de alimentarmos a manada. Um deles é a quantidade e o outro a frequência das refeições.

A quantidade é um problema simples de resolver. Cada fabricante indica na embalagem qual a quantidade necessária do seu produto será suficiente para alimentar adequadamente um gato, de acordo com sua idade e peso. A minha sugestão para quem tem muitos gatos é estimar um valor médio de peso da população da casa e multiplicar a quantidade em gramas indicadas no pacote pelo número de habitantes. Depois deste passo, vale pesar esta quantidade em uma balancinha de cozinha e achar um pote compatível com o volume da ração total que deve ser consumida na casa todos os dias. A foto que coloquei hoje mostra bem isso. Cada pote destes é a quantia de um dia de ração que meus gatos devem comer. Parece pouco, porém as rações super premium geralmente são mais calóricas e é preciso uma quantia menor de ração para manter um gato, do que quando se utiliza uma outra premium ou de combate.

A frequência na alimentação dos gatos deve ser a máxima possível. Devido ao seu metabolismo, deve-se evitar períodos prolongados de jejum. Eu francamente, não conto quantas vezes alimento meus gatos por dia, provavelmente umas 4 vezes, o que considero uma frequência excelente. Só vale lembrar que aumentar a frequência não é o mesmo que aumentar a quantidade. É por este exato motivo que eu recomendo a técnica do pote com a quantia diária de ração. Deste modo vc vai esvaziando o pote ao longo do dia e independentemente de quantas vezes vc conseguiu dar, vc tem a certeza de que pelo menos cumpriu as necessidades calóricas do povo.

Pra mim, o maior desafio é o fato de existirem gatos gulosos. Tenho duas obesas que já estão quase rolando pela casa, e um gato bastante magro. É certo que as gorduchas comem pelos mais magros... Considerando que todos estão saudáveis e que não têm nenhuma desvantagem competitiva pra comer, como doenças na cavidade oral, eu acabo deixando com que eles se resolvam, pois fica impossível separar fulano de beltrano toda a vida durante as refeições. Gostaria de encontrar alguma solução prática para este dilema, mas até agora não consegui :-(

domingo, 9 de maio de 2010

Casa na Árvore!



Esse é o meu novo sonho de consumo! Encontrei essa casa na árvore em um site americano de produtos para gatos. Estou louca pra tentar fazer algo semelhante. A única dúvida é qual a árvore que sobreviveria a minha manada, se é que algo sobreviveria a tantos gatos... Quando tiver um tempo vou dar uma chegada em uma floricultura pra investigar, e depois vou procurar informações toxicológicas, para não correr o risco de intoxicar as criaturinhas.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Exorcisando Mijo de Gato

A pior parte de ter gatos é ter que lidar com o que sai deles. Cocô e xixi de gato fede, e fede muito. Pra piorar, os gatos geralmente curtem deixar "presentes" pra gente em locais estratégicos. Quem já ganhou um "presente" sabe que não há desinfetante, água sanitária ou qualquer outro produto de limpeza que consiga neutralizar o budum.

Eu faço parte de uma lista de discussões sobre gatos e através desta lista recebi um e-mail falando sobre o assunto. O e-mail me deixou curiosa porque sugeria três passos para a eliminação do fedor dos pontos de mijo de gato. Os três são:

1) Detectar pontos de mijo no escuro com o auxílio de uma luz negra
2) Limpar as poças com desinfetante comum
3) Limpar o local onde haviam as poças com enzimático

Estou louca para conseguir uma luz negra pra testar se dá mesmo pra ver o xixi...
Mas com relação aos produtos para limpar as poças posso dizer que já testei tudo, absolutamente tudo o que existe.

Até hoje as únicas coisas que conseguiram neutralizar de fato o cheiro de mijo são mesmo os enzimáticos que atuam degradando a urina. Existem várias marcas no mercado disponíveis em pet shops, já usei Enzimac, que é excelente, mas dura pouco porque é líquido. Hoje uso Smell Less, que vem em pó e vc dilui na água. Ele acaba sendo mais barato porque dura bem mais, a desvantagem é que vc não consegue usar em spray pq o pó entope a válvula, e depois que seca, vc tem que limpar a "areia" que fica no chão.

Pra não ir à falência, eu geralmente intercalo, deixando os enzimáticos só pros casos mais graves, quando é algo "leve" eu uso muito vinagre de álcool. O vinagre apesar de ter um cheiro horrível tem um efeito excelente pra remover o cheiro quando comparado aos desinfetantes e a água sanitária. Outra vantagem do vinagre é que ele é mais barato do que os produtos de limpeza convencionais e volatiza rápido, sem deixar a casa fedendo a vinagre.

Caso alguém consiga uma luz negra e se anime a fazer o teste antes de mim, deixa o comentário aqui! Eu realmente tô curiosa pra saber se funciona isso, deve ser engraçada a cena da criatura no escuro tropeçando nos gatos e catando as poças com a luz :-D Parece até coisa de medicina forense. kkkkkkkkk

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Feliway



Esse produto, o Feliway é maravilhoso! Vale cada centavo investido. Ele é uma versão sintética do ferormônio felino F3 que é produzido pelos gatos e excretado pela face, na região das vibriças (bigodinhos). Esse ferormônio é o ferormônio que envia mensagens de paz e tranquilidade. Quando vc usa uma versão sintética no ambiente os gatos "entendem" que aquele ambiente é tranquilo e seguro e com isso mudam seu comportamento, reduzindo a frequência das brigas, urina e fezes fora do lugar, e também tendem a arranhar menos os móveis.

A principal indicação do Feliway é para ambientes superpopulosos, situação de mudanças, seja pela chegada ou saída de membros da família ou por mudança de endereço, chegada de novos gatos...

Quando eu li a respeito do Feliway achei que o mecanismo de ação fazia sentido, mas que de qualquer modo, parecia mágico demais o seu efeito. Levei um tempo ainda resistindo à tentação de testar pelo alto custo, até que um dia comprei a versão difusor. Eu realmente fiquei chocada! Tenho dois gatos que se abominam, a Bubble e o Bentão. Eles não podiam se cruzar pela casa que era briga na certa! Nunca entendi bem pq essa antipatia mútua, mas tava virando um inferno conviver com os dois. Depois que coloquei o Feliway na tomada as criaturas pararam de brigar! Diversas vezes encontrei os dois sentados lado a lado sem levantar uma pata, sem expor uma unha! Fiquei com a cara no chão! Por isso hoje eu sempre indico, acho que faz um bem enorme pros gatos estressados.

Eu só lamento o custo ainda ser bastante alto, um difusor custa em média 90 reais e dura de 4 a 6 semanas. Tudo o que vc tem que fazer é colocar na tomada, como esses venenos pra insetos. Além do efeito ser visível nos primeiros dias, depois da 4° semana vc começa notar que o efeito está acabando mesmo. Na minha casa as coisas não voltaram a ser como antes, mesmo tendo usado só por 5 semanas e não ter comprado mais depois, acredito que teve algum efeito residual. Talvez uma boa estratégia para não esvaziar os bolsos seja usar o difusor intercalando períodos sem o produto... Ah, outro dado importante é que um único difusor faz efeito em até 70 m². Existe também a versão em spray, mas acho que não vale a pena comprar, pois não tem tanta diferença de preço assim, e na prática serve apenas pra reduzir situações de stress em viagens, idas ao veterinário, pois não tem o efeito contínuo no ambiente como o difusor.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sofás à Prova de Gatos (parte 02)



Depois que o meu sofá de sisal se desintegrou pelo uso felino, eu resolvi que iria construir um sofá à prova de gatos. Mantive as almofadas de gorgurão teflonado como encosto e comprei uma espuma sob medida para o assento. Entre a espuma e a capa fiz uma capa interna de plástico pra evitar acidentes com xixi e a fins.

Para construir o sofá eu encomendei as peças sob medida, ficando "só" com o trabalho de montá-lo e de fazer a pátina que propositalmente dá um visual de arranhado ao móvel. Parece fácil, mas foram uns 8 dias em obras, dores por todo o corpo e mãos destruídas. Depois dessa eu também aprendi a nunca mais inventar essas coisas sem ter uma aparafusadeira elétrica...

Aproveitando que eu teria que construir o sofá, fiz em estilo caixa de lenha para poder guardar cacarecos dentro dele. O recamier que fica na outra parede também foi pensado desta forma, e as duas baquetas foram feitas sob medida pra guardar uma panificadora e uma batedeira que não cabiam nos armários da cozinha.

Eu também reformei toda a sala, pintando com a mesma pátina a mesa lateral e o rack da TV.

Uma dica é deixar as almofadas do sofá viradas, de modo que sirvam de caminha e também pra manter limpinha, sem pelos a parte onde a gente senta e se encosta.

sábado, 1 de maio de 2010

Sofás a Prova de Gato (parte 01)



O sofá costuma ser o móvel que mais sofre em uma casa cheia de gatos. Para o felino é quase irresistível ver um sofá com aquelas arestas fofinhas, com um tecido perfeito para o encaixe das unhas. O sofá acaba se transformando no arranhador dos sonhos, isso quando não é eleito como "poste" pra fazer xixi.

O gato além do objetivo óbvio de manter suas garras afiadas, tem como hábito esticar as patas e arranhar certos locais da casa para demarcar seu território. No meio dos coxins palmares, isto é das "almofadinhas da mão" ele possui pontos que liberam ferormônios sinalizando para os outros gatos que aquele ali é o "seu lugar". É por este motivo que em pouco tempo todos os gatos da casa passam a afiar as unhas no sofá. Começa uma espécie de competição pelo local escolhido.

Chega uma hora que nem todas as mantas do mundo conseguem disfarçar o horror que o sofá está virando. É nesta hora que é preciso apelar para a criatividade. Meu primeiro sofá a prova de gatos era um arranhador gigante. Eu me dei ao trabalho de cobrir o sofá inteiro com cordas de sisal, para que eles afiassem as unhas a vontade, de modo que isso não gerasse brigas entre nós. Deu um trabalhão dos infernos!

O estofamento como já estava podre e mijado foi trocado por almofadas soltas que podiam ser lavadas. Minha principal dica com relação a tecidos para sofás é utilizar gorgurão teflonado.Este tecido não passa líquidos em um curto período de tempo, é extremamente fácil de lavar e resistente, sem contar que as unhas dos gatos não conseguem desfiá-lo. O único inconveniente que vejo é que os pêlos grudam nele, e vc tem que ficar sempre limpando.

Amanhã vou postar aqui a parte 02, mostrando o meu atual sofá e o que eu aprendi com os erros deste primeiro...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Métodos de Entretenimento em Massa (parte 03)

video

Este brinquedo desenvolvido pela marca americana Cat It é simplesmente o melhor! Os gatos amam ficar caçando a bolinha dentro do túnel. Normalmente ficam 2 gatos brincando um jogando pro outro em cada ponta, mas nesse vídeo que fiz ontem só a Dona Benta estava animada pra brincar.

Eu comprei este brinquedo quando estive em SP ano passado e paguei em torno de 100 reais, mas já tem aqui em Porto Alegre pra vender, já vi em vários pets.

domingo, 25 de abril de 2010

Métodos de Entretenimento em Massa (parte 02)



Essa foto por mais estranha que seja, mostra algumas opções excelentes e de baixíssimo custo para entreter os felinos. Depois de gastar dinheiro com bolinhas caras em petshops que não duravam quase nada, descobri a grande sensação! Os gatos simplesmente amam bolinhas pequenas que fazem barulho ao quicar e nada melhor do que uma bolinha de ping pong! Com o tempo, cansada de catar as bolinhas de baixo da geladeira, resolvi radicalizar e comecei a arrancar a bolinha dos desodorantes roll on depois que eles acabam. Lavo bem pra tirar qualquer resíduo e depois "entrego" pro povo.

As mesinhas que vem nas pizzas de tele-entrega chamam a atenção deles porque rolam, assim como carretéis de linha ou de esparadrapo.

Aqueles protetores para fios, que se coloca em fios de computadores e na TV são divertidos, principalmente se vc ficar arrastando ele pelo chão. Todo mundo corre pra tentar pegar.

As possibilidades de brinquedos improvisados são infinitas, basta que para isso se preste atenção a alguns detalhes, como tamanho das peças do brinquedo, que não podem ser engolidas ou aspiradas pelos pestinhas, o material que não deve causar intoxicações e as pontas que não podem machucar a pele e os olhos.

Métodos de Entretenimento em Massa (Parte 01)



Uma das grandes dificuldades de quem tem muitos gatos é conseguir "métodos de entretenimento em massa". Quando vc vai em petshops, a maioria dos brinquedos disponíveis para gatos são ratinhos e bolinhas para brincadeiras solitárias, ou para aquelas casas mais normais de quem só tem um ou dois gatos.

Ao contrário do que muita gente pensa, não são só os cães que precisam ocupar a mente. Os felinos também sofrem com estresse, especialmente quando têm que dividir moradia com muitos outros gatos. Os brinquedos são mais do que meras futilidades, são mecanismos de enriquecimento ambiental que permitem aliviar a tensão das mentes ociosas. E se vc tem gatos, vc sabe que não existe nada mais destruidor em uma casa do que um gato com a mente ociosa... :-D

O túnel para gatos é uma excelente opção de entretenimento, infelizmente a bolinha que vem dentro pendurada costuma durar poucos dias/horas nas mãos dos peludos, mas mesmo assim, eu recomendo! Serve não apenas para brincadeiras, mas também funciona como um cantinho quentinho e fofinho pros momentos de sono e aconchego. Este túnel da foto eu comprei pelo site petsupermarket já faz uns meses, mas esses tempos encontrei um parecido em um petshop do centro de Porto Alegre. Custa em média uns 70 a 80 reais. Estou pensando em tentar fabricar alguns pra colocar na minha estante de gatos, que publiquei 2 ou 3 dias atrás, se der certo eu publico as dicas aqui depois.

Só vale lembrar que os gatos, por terem uma mente muito criativa, se entediam rapidamente, e todo e qualquer brinquedo só será um sucesso se vc periodicamente o recolher e o devolver uns tempos depois. Eles sempre vão encarar como uma novidade o momento em que o brinquedo "aparece".

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dica de Leitura


Hoje resolvi indicar um livro muito divertido sobre gatos. O nome dele é Bad Cat escrito por Jim Edgar, mostra de forma muito lúdica diversas facetas de gatos, que nem sempre são muito bonzinhos... Eu comprei este livro num dia em que eu estava deprimida na faculdade com tantas cadeiras horrorosas de produção, e me deparei com ele na livraria do campus. Passei o dia todo dando grandes risadas entre uma aula chata e outra.

Este livro é um pocket book com fotos hilárias de gatos, em cima de cada foto tem uma espécie de pensamento ou fala do gato daquela foto e depois uma "ficha" com nome, idade e passatempo. O autor disponibiliza mais fotos divertidas de gatos no site: www.mycathatesyou.com

A ficha bibliográfica:

EDGAR, Jim. Bad Cat. São Paulo: Editora Prestígio, 2007
ISBN: 978-85-77480-43-2

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Criando Gatos na Vertical (parte 03)


O "poleiro para gatos" funciona muito bem. Os gatos realmente adoram ficam "pendurados" nele. Eu sempre brinco, digo que é conjunto habitacional felino de luxo :-D. Existem vários modelos disponíveis em petshop. A minha dica, no caso de quem tem muitos gatos, é procurar sempre o modelo que tenha uma toca maior e que tenha o maior número de níveis possível. A diferença de preço para os que tem tocas menores, ou que tem apenas duas tocas pequenas e nenhum nível, é bem pequena. Também é importante pesquisar preços. Eu paguei 145 reais por este, mas certamente em outros petshops eu poderia pagar o dobro pelo mesmo "poleiro" ;-)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Criando Gatos na Vertical (parte 02)


Outra possibilidade barata de acomodar os felinos na vertical é reformar uma daquelas estantes velhas de metal, estilo estante de biblioteca. As minhas estavas podres, enferrujadas e sem contar que eram daquele cinza bem feio. Eu resolvi então cortar os pés enferrujados da que estava pior e pintei as duas de branco com uma pátina dourada.

Depois foi só ir no centro da cidade numa daquelas lojas estilo 1,99 e comprar bacias e bandejas brancas, cada uma custou em média 5 reais. Aproveitando a viagem voltei lá na tal loja de tecidos e comprei mais uns metros de soft com estampa de oncinha. Pronto! Feito mais um aconchegante lugarzinho pra manada relaxar!
Agora só falta construir os túneis pra colocar nas partes superiores da estante, mas isso fica pra outro dia...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Criando Gatos na Vertical (parte 01)


Um dos problemas que sempre tive aqui em casa foi como acomodar tanta gente pra dormir confortavelmente. Afinal de contas, eles também merecem e apreciam um cantinho fofinho e tranquilo para dormir.

Mesmo depois de terem tomado conta do sofá, e de terem caminhas na sacada, que em um próximo momento colocarei aqui no blog, ainda assim faltavam "postos de descanso".

Foi então que resolvi criar caminhas na vertical! Essa primeira idéia me custou 30 reais, o preço da fruteira, e mais 7,50 por cobertor, que compro por metro em uma loja de tecidos do centro de Porto Alegre.

É extremamente fácil de limpar, pq tem rodinhas, o tamanho é perfeito para um gato e os cobertores, por serem de soft também são práticos de lavar e não desfiam. Até agora as únicas desvantagens que encontrei no método foram encontrar o "triliche" desmontado, acredito que alguém dos andares de baixo ao se espreguiçar tenha desmontado com a cabeça :-P, e também de volta e meia encontrar ele caminhando pela casa, em função das rodinhas :-D

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Como me viciei em gatos


Muitas pessoas que me conhecem hoje me perguntam como cheguei aos 24 gatos. Na verdade essa é uma resposta simples e ao mesmo tempo difícil de dar. Acho que tudo começou na minha infância, quando tive minha primeira gatinha aos 8 anos de idade. Estes tempos revirando uma daquelas caixas clássicas de coisas da infância, que todos nós temos guardada no fundo de nossos guarda-roupas, encontrei uma redação ilustrada que fiz para o colégio. Adivinhem o tema? Sim, era sobre gatos!

Infelizmente, a Nana, minha gatinha de infância morreu de fibrossarcoma quando eu tinha 20 anos. Mas a minha paixão por gatos sempre se manteve presente. Um pouco antes da Nana morrer, comecei a prestar ajuda voluntária a ONGs de animais de rua e com isso comecei a me deparar com a triste realidade do abandono, do excesso de animais nas ruas, da falta de políticas públicas para castração de animais, e a falta de conscientização das pessoas...

Logo comecei a fazer casa de passagem para gatos de rua, porém minha casa acabou virando uma casa de "ficagem", como gosto de brincar. O meu apego por aqueles seres era tão grande que acabava me impedindo de doá-los, somado a isso os peludos sempre vinham carregados de histórias tristes para contar, abandono, maus tratos, flertes com a morte. Eu não podia resistir :-D Cheguei a adotar 3 gatos de uma só vez, mas ao contrário de muitas protetoras piradas por aí, eu sempre me recusei a transformar minha casa num depósito de animais. Nunca vi sentido nisso, se fosse pra fazê-los sofrer, não via lógica em mantê-los confinados no meu apartamento.

Como era contra os depósitos de animais, eu parei nos 24, parei mesmo, há quase 4 anos que não pego mais ninguém, podem abandonar na minha porta, mas não dá! Eu estou operando na capacidade máxima :-D! Quando me perguntam porque eu não dou alguns deles pra alguém eu sempre digo que eles são minha família, e que também não são objetos descartáveis ou "trocáveis". Gosto sempre de me referir a eles como refugiados. Infelizmente os animais domésticos errantes, cães e gatos, nas grandes cidades são mesmo refugiados. Eles estão em fuga constante de atropelamentos, baldes de água fervendo, venenos para rato, fome, frio e toda a hostilidade que as ruas oferecem a quem sofre, mas não tem consciência e malícia suficiente pra se defender da brutalidade humana.

É com essa pequena retrospectica elurófila da minha vida que abro este blog, que tem a pretenção de ser informativo, e ao mesmo tempo leve e engraçado, com dicas para todos aqueles que são apaixonados por gatos e têm o objetivo de "turbinar" suas casas para torná-las mais atrativas a esses peludos.